Era um domingo qualquer, aquele domingo típico, ensolarado,cheio de vida, um domingo de verão que toda criança ama. Íamos almoçar na chácara dos amigos dos meus pais, um lugar maravilhoso, cheio de árvores, brinquedos, e uma bela piscina que eu amava. Estava passando por uma semana conturbada na escola, meus colegas eram maldosos, mesmo sendo crianças de 8 anos elas conseguiam ser tão ácidas como um adulto, e é claro que meu comportamento não ajudava, escutava coisas que os outros não escutavam, via sombras se moverem sem ter pessoas para projetá-las, falava pras outras crianças as coisas bizarras que me acontecia, mas sempre era acusado de mentiroso. Naquela idade eu só queria alguém pra conversar, pra acreditar em mim, sem sofrer julgamentos, porém nunca encontrava alguém e estava cada vez ficando mais sozinho, e na semana anterior ao domingo, eu senti os males da solidão, senti a amargura de não me encaixar em nenhum lugar. O domingo na casa da Cidinha veio pra salvar aquela se...