Era um domingo qualquer, aquele domingo típico, ensolarado,cheio de vida, um domingo de verão que toda criança ama. Íamos almoçar na chácara dos amigos dos meus pais, um lugar maravilhoso, cheio de árvores, brinquedos, e uma bela piscina que eu amava. Estava passando por uma semana conturbada na escola, meus colegas eram maldosos, mesmo sendo crianças de 8 anos elas conseguiam ser tão ácidas como um adulto, e é claro que meu comportamento não ajudava, escutava coisas que os outros não escutavam, via sombras se moverem sem ter pessoas para projetá-las, falava pras outras crianças as coisas bizarras que me acontecia, mas sempre era acusado de mentiroso. Naquela idade eu só queria alguém pra conversar, pra acreditar em mim, sem sofrer julgamentos, porém nunca encontrava alguém e estava cada vez ficando mais sozinho, e na semana anterior ao domingo, eu senti os males da solidão, senti a amargura de não me encaixar em nenhum lugar. O domingo na casa da Cidinha veio pra salvar aquela se...
Estava atravessando um galpão cheio de prateleiras e estantes, meu objetivo era assustar o filho do meu patrão( Lucas ) que se divertia no computador da loja. Era quase uma tradição assustar um ao outro sempre pintasse a oportunidade, e o dia estava perfeito pra isso. Fui me aproximando, e quando cheguei atrás dele, em silêncio agarrei sua perna e com um grito selvagem finalizei a brincadeira. Não era uma brincadeira saudável, mas não deixava de ser um a brincadeira, e depois do susto o pobre coitado nunca mais quis brincar de assustar, e se manteve o mais distante possível da minha sala. Duas semanas após o ocorrido estava na minha sala, viajando na maionese, distante desse mundo, até quando um som chamou minha atenção. Escutei risadas altas de criança se aproximando, estranhei por escutar tão alto, pois estava sozinho até então e a porta estava fechada. A primeira pessoa que pensei foi o Lucas "aquele moleque levado quer me dar o troco". Me escondi no meio de uma pr...